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Acordo UE-Mercosul: estagnação salarial e maior desigualdade

Acordo UE-Mercosul: estagnação salarial e maior desigualdade

Acordo UE-Mercosul: estagnação salarial e maior desigualdade

O acordo UE-MERCOSUL poderá contribuir para a estagnação salarial, maior desigualdade, desindustrialização prematura, maior dependência da procura externa e outros resultados adversos. As projecções existentes excluem estes resultados porque ignoram as mudanças críticas que estão em curso em tanto a UE como o MERCOSUL. Em contraste, prevêem ganhos pequenos ou insignificantes do PIB para todos os países.

Tal como outros acordos de comércio livre, o acordo UE-MERCOSUL pode conduzir à criação de algum emprego, mas pode também condenar muitos países a uma condição de subordinação tecnológica e industrial, com consequências adversas em termos de desigualdade, crescimento e desenvolvimento. Considerando as estruturas económicas dos países participantes e a sua evolução, o acordo pode muito bem levar à expansão de sectores de baixa produtividade e baixos salários à custa de sectores mais dinâmicos, reforçando os motores da desigualdade e da estagnação económica.

A análise simples dos dados disponíveis ao público ajuda a captar a percepção crítica que falta nas simulações de modelos, mostrando que as mudanças em curso na composição sectorial da economia são causa de preocupação, tanto na UE como no MERCOSUL.

É com estas afirmações (ênfase nosso) que tem início o relatório «Trading Away Industrialization?» (“vendendo ao desbarato a industrialização?”), da autoria da Dr. Özlem Ömer e do Dr. Jeronim Capaldo, por parte do Global Development Policy Center, da Universidade de Boston.

O relatório fundamenta as preocupações de quem teme que o acordo UE-Mercosul vá acentuar assimetrias e vulnerabilidades, contribuindo para aprofundar desigualdades e limitar o desenvolvimento. A TROCA tem vindo a fazer esses alertas e reforça que esta é uma razão acrescida para assinar a petição contra o Acordo Comercial UE-Mercosul, pela Democracia, Ambiente e Saúde.