A estagnação da discussão sobre os fluxos de dados além-fronteiras foi uma das razões principais para o marcar-passo das negociações do TISA, mesmo antes de Trump tomar posse. A UE teria de violar as suas próprias regras de protecção da privacidade de dados. Em consequência, os lobbies da indústria dos serviços estão a pressionar para destruir as leis da localização, ou seja, estão a atacar as normas da privacidade, alegando serem protecionistas.
Estranhamente, o governo português dito de esquerda junto com a coligação SPD-Verdes da Suécia e do Luxemburgo assinaram esta carta (1) que é um exemplo de extremismo neoliberal no seio da UE. A Grécia não assinou (e a França e Alemanha ainda não tomaram posição). Com amigos destes, quem precisa de inimigos?
(1)“Ambiciosas regras sobre fluxos de dados e localização têm de ser parte integrante de futuros tratados, incluindo especialmente o do Japão”.
Nota: a carta dos 15 foi assinada pelos seguintes países: Bulgária, Croácia, Rep. Checa, Dinamarca, Finlância, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Holanda, Polónia,Portugal, Espanha, Suécia e Roménia.
Jurger Meier, Forum EU, 19/5/2017
http://www.borderlex.eu/fifteen-eu-member-states-call-progress-data-flow-text-eu-japan/
Tradução de Manuel Fernandes






