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FERN quer evitar destruição irreversível das florestas

FERN quer evitar destruição irreversível das florestas

FERN quer evitar destruição irreversível das florestas

Aproximadamente 20% de toda a soja e 17% da carne de vaca exportada para a União Europeia das regiões da Amazónia e do Cerrado estão ligadas à desflorestação ilegal. As exportações de soja estão fortemente associadas à apropriação de terras e a invasão das terras dos povos indígenas por parte do agronegócio já foi bem documentada.

Esta é uma das muitas razões mencionadas pela FERN, uma Organização Não Governamental com o propósito de proteger as florestas, no documento onde explicam a sua posição face ao acordo UE-Mercosul.

A organização defende que o acordo, tal como se encontra, deve ser rejeitado e que as negociações devem ser reabertas.

Em resumo:

O acordo de comércio deveria respeitar padrões ambientais e sociais e criar um precedente para futuros acordos de comércio, mas nem sequer inclui nenhuma provisão com mecanismos de aplicação para evitar que estimule a desflorestação e as violações de Direitos Humanos.

De facto, sendo verdade que os recentes acordos de comércio têm contribuído para a desflorestação, o actual acordo UE-Mercosul terá consequências particularmente graves a este respeito, conduzindo não apenas a uma perda de biodiversidade irreversível, mas também a um ataque criminoso aos povos indígenas.