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Mais de 4000 assinaturas portuguesas na petição contra o ISDS

Mais de 4000 assinaturas portuguesas na petição contra o ISDS

Mais de 4000 assinaturas portuguesas na petição contra o ISDS

A petição europeia “Direitos para as pessoas, regras para as multinacionais! Vamos pôr fim ao ISDS” já conta com mais de 4000 assinaturas portuguesas.

Se é verdade que, em proporção do número total de assinaturas (superior a 588 mil), o número de assinaturas portuguesas não pareça extraordinário, também é verdade que a população portuguesa é, na Europa, aquela que maior desinteresse apresenta por questões de política e cidadania, o que muito prejudica o país.

Por exemplo, muito poucos portugueses têm conhecimento de como o ISDS afecta as suas vidas, nomeadamente por via da relação entre este mecanismo e as chamadas “rendas excessivas” de que a EDP usufrui.

O valor das 4000 assinaturas é simbólico na medida em que é este o número que uma petição nacional tem de atingir para ser discutida em plenário na Assembleia da República. É um valor que muitas petições não conseguem atingir. É um valor que demonstra que existe suficientemente interesse por parte da população para que estas questões mereçam espaço no debate público.

De facto, um sistema de justiça paralelo e privado que ataca os Direitos Humanos, ataca o Ambiente, ataca a Democracia, ataca os trabalhadores, ataca o Estado de Direito, ataca a República, ataca os contribuintes, as pequenas e médias empresas e a economia merece sem dúvida ser debatido.

Naturalmente, não nos podemos ficar por aqui. Ainda são muito poucos os portugueses que sabem o que é o ISDS, que têm noção de como o comércio internacional é absolutamente estruturante para a economia e para as suas vidas, e também para o Planeta.

Esta vitória deve servir apenas para nos animar, para saber que é possível fazer chegar esta mensagem a muitos daqueles que lamentavelmente a desconhecem. Por essa razão mantemos e reforçamos o nosso apelo a que divulguem e assinem a petição “Direitos para as pessoas, regras para as multinacionais! Vamos pôr fim ao ISDS!