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Novo máximo de desflorestação no Brasil

Novo máximo de desflorestação no Brasil

Novo máximo de desflorestação no Brasil

Em 2019 o ritmo de desflorestação da floresta Amazónica tinha sido o maior desde 2008. No entanto, em 2020 a área desflorestada aumentou 10% para mais de 11 mil quilómetros quadrados: cerca de um nono da área de Portugal perdida em apenas um ano.

Bolsonaro tem vindo a enfraquecer a agência de fiscalização ambiental Ibama e tem apelado ao aumento de mineração e agricultura comercial da Amazónia, alegando que isso poderá tirar a região da pobreza, dando força e alento a todos os agentes interessados em destruir a floresta. Sem existir qualquer tipo de preocupação com o património ambiental ou sentido de responsabilidade para com as gerações futuras e para com a preservação da biodiversidade, o único limite que existe para a ganância que Bolsonaro tanto promove é a capacidade de escoar os produtos desta destruição ambiental (e massacre dos povos indígenas) nos mercados internacionais.

Mas o que é o acordo UE-Mercosul senão uma forma de aumentar a capacidade de escoar os produtos resultantes da devastação da Amazónia? Na verdade, a iminência do acordo, com toda a expansão dos mercados que representa, já pode estar a motivar uma parte relevante desta devastação. E, efectivamente, sabemos que o acordo UE-Mercosul vai aumentar ainda mais a desflorestação.

Não há como negar que o acordo UE-Mercosul será uma forma de sermos cúmplices da devastação da Amazónia e do massacre dos povos indígenas, como mostra o seguinte vídeo:

“Quando a Amazónia arde, tudo o que ama arde com ela” from Público on Vimeo.