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O Comércio Internacional não é um jogo de soma zero

O Comércio Internacional não é um jogo de soma zero

O Comércio Internacional não é um jogo de soma zero

Muitos proponentes dos acordos de comércio internacional afirmam – e bem – que o comércio não é um jogo de soma zero. Se um dos parceiros beneficia com um acordo, isso não significa que o outro seja prejudicado. Em tese, é possível que ambos beneficiem.

A TROCA concorda com este ponto de vista.

Mas isso significa também que, apenas porque um dos parceiros é prejudicado, não podemos concluir que o outro não seja também.

Se, hipoteticamente, o acordo comercial fosse no interesse das populações, seria possível que as populações de todas as partes saíssem beneficiadas.

Pelo contrário, se o acordo de comércio ou investimento tiver sido delineado e negociado tendo em conta os interesses das empresas multinacionais, à margem dos contributos da sociedade civil e dos interesses das populações, também é possível que as populações de todas as partes sejam prejudicadas.

O acordo UE-Mercosul é um exemplo elucidativo: vai prejudicar a população dos países sul-americanos ao destruir o sector industrial destes países, conduzindo à primarização da sua economia e a centenas de milhares de desempregados, bem como à concentração do capital na mão de investidores europeus (este relatório fala sobre um processo semelhante resultante do acordo entre a UE e o Equador).

Em simultâneo, vai prejudicar as populações europeias ao destruir qualquer vestígio de soberania alimentar, aumentando a sua vulnerabilidade; ao devastar grande parte da produção agrícola europeia; ao contribuir para maiores desigualdades.

Em paralelo, ainda prejudica as populações de ambos os lados do Atlântico ao agravar as ameaças climáticas; ao acelerar a destruição irreversível da Amazónia e outros biomas, com toda a perda de biodiversidade associada; e ao fazer de todos cúmplices do massacre dos povos indígena que estimula.

O facto deste acordo ser trágico para a América do Sul não impede que seja também trágico para a União Europeia, e vice-versa.

Vale a pena assinar a petição da Rede STOP UE-Mercosul contra este acordo.