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O manifesto contra o retorno à normalidade

O manifesto contra o retorno à normalidade

O manifesto contra o retorno à normalidade

Diz-nos a imprensa internacional e nacional que:

Duas centenas de personalidades, entre as quais Madonna, Robert De Niro e Juliette Binoche, apelaram aos líderes e cidadãos mundiais para que introduzam mudanças profundas nos estilos de vida e consumo, em consequência da crise causada pela covid-19.

O apelo, publicado no jornal francês Le Monde, foi iniciado pela actriz Juliette Binoche e pelo físico e filósofo francês Aurélien Barrau e seguido por várias outras personalidades do mundo artístico e científico, como a actriz Cate Blanchett, o antropólogo Philippe Descola e o físico Albert Fert.

(…)

Neste manifesto, artistas e também muitos cientistas das várias áreas de conhecimento, entre os quais alguns prémios Nobel, chamam a atenção para o “ponto de ruptura” que o mundo está a atingir, fruto da poluição, do aquecimento global, da destruição dos espaços naturais e de um consumismo que levou a humanidade a “negar a própria vida: a das plantas, dos animais e de um grande número de seres humanos”.

“Por estas razões, combinadas com desigualdades sociais cada vez maiores, parece impensável “voltar ao normal”, defendem, reconhecendo que a “transformação radical exigida a todos os níveis exige ousadia e coragem” e que não se realizará “sem um compromisso maciço e determinado”.

Outras iniciativas no mesmo sentido têm surgido nomeadamente em Portugal, como a Carta Aberta do LIDERA ou a iniciativa Resgatar o Futuro.

Na perspectiva da TROCA, este diagnóstico de que a actual forma de funcionamento das economias é ecológica, social e politicamente insustentável é certeiro. Uma parte importante do problema resulta da forma como está estruturado o comércio internacional, cada vez ameaçando mais a Democracia, a coesão social e o Planeta em que vivemos. Urge pôr fim às diversas formas de comércio tóxico, e garantir que o comércio internacional se torna justo.