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Resposta ao artigo do Público de 17/10/2015

Resposta ao artigo do Público de 17/10/2015

Resposta ao artigo do Público de 17/10/2015

Resposta ao artigo do Público de 17/10/2015, página 9, incluído na rubrica “ Barómetro Notícias da Semana”, sob o título “Não foi notícia; TTIP o quê?”, Assinado por Miguel Crespo.

Após passar em revista de modo bastante breve alguns aspectos mais salientes do Tratado Transatlântico, incluindo certas promessas pouco consistentes, o artigo termina referindo a grande manifestação de Berlim contra o mesmo e concluí com a frase: “Em Portugal tudo normal”.

Sob uma foto da referida manifestação, surge a legenda: “Portugueses ignoram o que pode mudar com o TTIP”.

Embora concordemos com a quase totalidade da notícia, não podemos deixar de lamentar o facto de o articulista não se referir à actuação da Plataforma portuguesa Não ao Tratado Transatlântico (ver site na internet) , dando até a entender que no nosso país apenas existe a maior indiferença e ignorância sobre o tema. Ninguém faz nada, ninguém se opõe.

Por tal não ser verdade e contribuir para um clima de manifesta subserviência face ao problema, apelamos ao sentido de deontologia profissional do Público e do autor da notícia para reporem a objectividade dos factos.
A Plataforma não ao Tratado Transatlântico tem vindo a lutar há mais de um ano contra este tratado e contra os outros acordos corporativos. Um dos expoentes desta luta foi a recolha de mais de 16 mil assinaturas (número que superou pela primeira vez o quórum do nosso país) relativas à Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE) de rejeição do TTIP/CETA que os media silenciaram por completo. A nível europeu a ICE superou os 3,3 milhões de assinaturas.

Gostaríamos que o Público, em vez de se limitar a constatar a ignorância dos portugueses sobre o tema, tivesse uma atitude mais construtiva e mais conforme com as suas responsabilidades, no sentido de informar e esclarecer os seus leitores, trazendo o assunto para o centro das atenções e contribuindo para um debate público.

Queiramos ou não, goste-se ou não, o TTIP, a concretizar-se, irá em breve fazer sentir as suas nefastas consequências sobre todos nós. O culto do silêncio à volta deste problema serve exactamente a quem?

José Oliveira, pela Plataforma Não ao Tratado Transatlântico.