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Bicicletada contra o fracking!

Bicicletada contra o fracking!

Bicicletada contra o fracking!

A plataforma apoia esta iniciativa!
BICICLETADA CONTRA O FRACKING E NÃO CONVENCIONAIS! Rolar como Força Maior
Em Portugal, da região oeste à costa vicentina, de Alcobaça ao Barreiro, o estado português hipotecou já milhões de hectares a troco de uma factura demasiado alta.” (1)
Com os teus amigos, conjuguem a vossa criatividade, adicionem o prazer de andar de Bicicleta , aproveitem a riqueza natural da vossa terra e informados sobre a controvérsia e perigos que representam a extração de petróleo e
​o fracking, organizem o troço da vossa zona, desta BIC-VIAGEM!!!
Fracking Portugal

 

PLANO DE BICI-VIAGEM:
(este plano se tudo correr bem sofrerá muitas alterações, dependerá muito dos contactos, acções e locais projectados) * Já existem alterações!BICICLETADA CONTRA O FRACKING E NÃO CONVENCIONAIS! Rolar como Força Maior (1).Gás e Petróleo? Nem aqui! Nem em lado nenhum!

ETAPA 1
VIANA DO CASTELO – BRAGA (50 KM) (1 DIA) – Dia, 13 segunda feira

BRAGA – MATOSINHOS 50 KM – PORTO 10 KM (DORMIR) – (1 DIA) – Dia 14 ,terça feira

PORTO –
Dia 15 quarta feira

PORTO – SILVALDE (Moinho) (30km)
Dia 16 quinta feira

SILVALDE – AVEIRO
dia 17, sexta feira

AVEIRO – MIRA (ALMOÇO) -FIGUEIRA DA FOZ 60 KM (1 DIA) (DORMIR) Dia 18, Sábado

FIGUEIRA DA FOZ – CARRIÇO 25 KM (ALMOÇO) – POMBAL 30 KM (1 DIA) DORMIR) Dia, 19 domingo

POMBAL – MONTE REAL (ALMOÇO) -S.PEDRO MOEL 50 KM (1 DIA) (DORMIR) Dia 20, segunda

S.PEDRO MOEL – BATALHA (CONCESSÃO) 30 KM (ALMOÇO) – ALCOBAÇA 20 KM (1 DIA) (DORMIR) Dia, 21 terça

ALCOBAÇA-SERRA DO BOURO 24 KM-SERRA DO BOURO-CALDAS DA RAINHA 10 KM (1 DIA) (ALMOÇAR-DORMIR) Dia 22, quarta até dia 24 sexta

CALDAS DA RAINHA- PENICHE 30 KM (ALMOÇO) -PENICHE-BOMBARRAL 20 KM (1 DIA) (DORMIR) Dia 25, Sábado

BOMBARRAL- CADAVAL 10 KM-CADAVAL- TORRES VEDRAS 25 KM (ALMOÇO) TORRES VEDRAS-ALENQUER ( 30 KM (1 DIA) (DORMIR) Dia, 26 domingo

ALENQUER – LISBOA 50 KM (DORMIR) Dia 27 Segunda.

15 A 20 DIAS… 500 A 600 KM

ETAPA 2
BARREIRO – CACILHAS 25 KM (ALMOÇO) – ALMADA – COSTA DA CAPARICA – 15 KM (1 DIA) (DORMIR)

COSTA DA CAPARICA – SESIMBRA 30 KM (ALMOÇO) – SETÚBAL 25 KM (1 DIA) (DORMIR)

SETÚBAL- (ALMOÇO?) -ALCÁCER DO SAL 50 KM (1 DIA) (DORMIR)

ALCACER- (ALMOÇO?) – SINES (1 DIA) 70 KM (DORMIR EM PORTO COVO?)

SINES- (ALMOÇO?) – ODEMIRA (1 DIA) 55 KM (DORMIR)

ODEMIRA- (ALMOÇO?) ALJEZUR (1 DIA) 40 KM (DORMIR)

ALJEZUR – VILA DO BISPO 33 KM (ALMOÇO) – LAGOS 25 KM (1 DIA) (DORMIR)

LAGOS – PORTIMÃO 20 KM (ALMOÇO) – ALFUFEIRA 30 KM (1 DIA) (DORMIR)

ALBUFEIRA – FARO 35 KM (ALMOÇO) – TAVIRA 31 KM (1DIA) (DORMIR)

TAVIRA – VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO 25 KM (1 DIA) (COMER… E DORMIR (?)
10 A 15 DIAS… 500 A 600 KM

PLANO:
* Relembrar a bicicleta como um meio de transporte
* Passar nos locais importantes para a indústria petrolífera (refinarias, áreas com concessões, locais onde já foram realizadas, prospecções, etc.)
* Passar informação (flyers, stickers, apresentações, palestras, esclarecimentos, debates)
* Conhecer e/ou dar a conhecer projectos e locais que divulguem a auto-sustentabilidade, energia livre, libertação animal, defesa da natureza, permacultura, organização horizontal, projectos sociais, movimentos alternativos, etc…
* Deixar a semente para a criação de um grupo local contra o petróleo e gás e outros tipos de mega projectos.
* Servir de meio de contacto entre várias pessoas e grupos que poderão vir a colaborar em acções futuras.
* Incentivar cada um a acreditar em si, e a agir como consegue e sabe, para colaborar ou criar o seu próprio grupo.
* Alertar o maior nr de pessoas possível durante a viagem, para que no futuro uma acção de um grupo contra as explorações de petróleo ou uma acção do governo e/ou petrolíferas seja apoiada ou rejeitada de norte a sul do País.
* Dar a conhecer várias formas de resistência popular na Europa e no Mundo
* Convidar as pessoas a participar activamente na acção com uma receção, dar flyers, organizar uma secção de informação, viajar 1, 10,100,1000, ou todos os km da viagem, a criar um grupo local, a organizar eventos para chamar atenção para as explorações, etc.
* Criar uma rede de luta contra as energias fosseis, para invocar protestos e acções de solidariedade com as lutas em seu redor.

Que trazer (sem obrigações):
* Vontade
* Comida para um par de dias (depois a ver)
* Saco de cama e/ou tenda
* Uma câmara de ar; luzes; um cabo de travões e mudanças; alguma ferramenta, colete refletor
* Contactos para o caminho (para conhecer, ajudar, comer, apresentar uma secção de informação, dormir, etc)
* Identificação (evitar “casos de policia”)
* Uma cópia dos direitos dos ciclistas na estrada
* Propaganda e informação
* Mentalidade de organização horizontal

O que não trazer:
* Propaganda Politica, do tipo: Xenófoba, Racista, Sexista, Corporativa, Religiosa, Capitalista e Nacionalista.
* Propaganda das gigantes ONG’s ambientalistas internacionais
* Camping-Gás ou fogões
* Superioridade moral
* Infiltrados (jornalistas, policia em serviço, lobistas, observadores das corporações e ONG’s, informadores, Etc.)

O que gostaríamos:
* Que a alimentação fosse 100% vegetariana (chamar a atenção para a Libertação Animal, e para a produção de produtos de origem animal e o impacto do Metano nos gases efeito de estufa, que já ultrapassa o impacto do CO2 na camada de ozono devido à produção de animais)
* Que os alimentos fossem biológicos
* Praticar freeganismo (2)
* Que as nossas roupas não ostentassem marcas
* Que as bicicletas não sejam de uma loja, ONG, corporação/empresa, para evitar o Greenwashing e a publicidade proveitosa.
* Apoios locais com espetáculos de malabares, teatro, contadores de histórias, concertos acústicos (de preferência), performances e outros.
* Acções em locais que representam as corporações que investem na exploração de gás e petróleo em Portugal
* Que chegássemos ao Fim
* Que o Fim fosse um princípio… do fim da indústria do fóssil!
Que dizem?

(1) FORÇA MAIOR
• Incumprimento ou atraso por parte da concessionária, de qualquer obrigação, no todo ou em parte, serão justificáveis, se o incumprimento ou atraso seja causado por motivos de Força Maior.
• Força Maior significa qualquer acontecimento ou circunstância considerada, de acordo com critérios de razoabilidade, fora do controlo de qualquer das partes (corporações e Estado), que impeça ou atrase o cumprimento das obrigações previstas no contrato de concessão, que apesar de tomadas todas as diligências adequadas, tal parte não seja capaz de evitar, actos de guerra, actos de terrorismo, tumultos, rebeliões ou perturbações civis, actos de Deus, terramotos, tempestades ou outras catástrofes naturais, explosões, incêndios ou expropriações, nacionalizações, requisição ou outras interferências de autoridades governamentais e ainda greves nacionais ou regionais ou conflitos laborais (oficiais ou não).
• Se os motivos de Força Maior se mantiverem durante mais do que 15 dias consecutivos as Partes (corporações e estado) vão reunir e rever a situação para acordarem medidas a serem tomadas para a remoção da Força Maior.
• Se os motivos de Força Maior ocorrerem durante o período inicial de prospecção e pesquisa, e os seus efeitos continuarem por um período de 6 meses consecutivos, a concessionária poderá com um prazo de 90 dias requere o fim do contrato junto do governo. A proposta será avaliada pelo Estado.

(2) FREEGANISMO
* Freegans são pessoas que consomem o mínimo possível de produtos. Os freegans apoiam a comunidade e a ajuda mútua.
* O termo freegan é derivado das palavras “free” (livre, grátis, em inglês) e vegan. Vegans são pessoas que não consomem produtos de origem animal ou testados em animais, em um esforço de evitar a exploração animal, reconhecendo que em uma economia industrial, de produção em massa, movida pelo lucro a exploração acontece em todos os níveis desde a aquisição da matéria-prima, à produção e ao transporte em praticamente quase todos os produtos que compramos
* Procura de meios para não colaborar em uma sociedade onde os alimentos são cultivados a milhares de quilômetros, industrializados, e transportados por longas distâncias para serem armazenados por um longo período, tudo isso a um alto custo ecológico.
* Os freegans reconhecem os impactos ecológicos e sociais dos automóveis. Todos sabemos que os automóveis poluem, mas normalmente ninguém pensa nos fatores como florestas serem destruídas para a construção de estradas onde antes havia vida selvagem, e nas constantes mortes de seres humanos e de animais. Além do mais, o atual uso massivo do petróleo gera o estímulo econômico que acarreta guerras.
* Talvez a estratégia freegan mais comum seja a chamada “pilhagem urbana” ou “mergulho em lixeiras”. Essa técnica consiste em procurar no lixo das lojas, residências, escritórios, e outros locais, por bens utilizáveis, incluindo alimentação.
* Grupos como o Food Not Bombs (Comida, e não Bombas) recuperam alimentos que provavelmente iriam para o lixo e os utilizam para preparar refeições coletivas em locais públicos.
* Os freegans reciclam, fazem composto de matéria orgânica no solo para produzir adubo, e sempre que possível consertam o que têm ao invés de mandar fora e comprar algo novo.
* Para o freegan trabalhar significa sacrificar nossa liberdade para obedecer ordens de outros, significa Stress, preocupações acrescidas , monotonia e em muitos casos, e arriscar o nosso bem-estar físico e psicológico

Quem somos?
Parecemos entender o valor do petróleo, madeira, minerais, e da habitação, mas não percebemos o valor da beleza crua, da vida selvagem. Há centenas de anos que povos indígenas levantam-se para se defenderem, defenderem a natureza. Nós decidimos realizar esta viagem para defendermos-nos, defender os Oceanos, aquíferos e os solos contra a exploração de energias fosseis, que destroem tudo à sua passagem deixando paisagens de deserto e praias negras de morte. Vamos rolar para difundir informação, debater ideias, unir lutas, criar mais informação coletiva, criar redes!

O maior derrame de petróleo de sempre, foi de uma exploração Deep off-shore no Oceano Pacífico também conhecido como Deepwater Horizon oil spill, protagonizado pela British Petroleum (BP), no Golfo do México. O (des)governo português anuncia que assinou contratos de concessões com grandes multinacionais do petróleo, estas prometem começar a explorar este ano.

No Bombarral, Cadaval, Alenquer, Alcobaça, Alzejur, Tavira e Serra da Ossa e Extremoz encontram-se reservas de gás de xisto, que só são extraíveis através da técnica da Perfuração Horizontal de Fracturação Hidráulica, conhecido internacionalmente como Fracking.

Das últimas notícias sobre o fracking ouvimos, explosões colossais de dezenas de camiões em poços de fracking, e de comboios de transporte de gás no Canadá. Terramotos constantes em Oklahoma e aqui perto em Montiel (Albacete), na Califórnia uma fuga de gás natural está a libertar desde Outubro mais de 50.000 kg de metano por hora para a atmosfera, o equivalente à poluição causada por 5 milhões de vacas, e que já obrigou ao realojamento mais de 2000 pessoas.

Os engenheiros não conseguem controlar as suas experiências gananciosas com a energia do planeta terra. Como dizem as tribos: “Se te tirassem todo o sangue e os ossos de dentro de ti, como irias sentir-te? O petróleo é o sangue do planeta, os minerais os ossos.”

Queremos partilhar e aprender todo o conhecimento “indígena” das populações por onde passarmos. Conhecer as energias respeitadoras dos animais, plantas, rios e ecossistemas (onde nos incluímos como espécie). Recolher o conhecimento, as energias e depois divulgar, unir, criar.

Apelamos aos nossxs colegas rebeldes de todo o mundo que se unam contra o fracking, um dos vários atentados do capitalismo. Destruir tudo, ficar com os lucros. Vamos resistir a este Ecocídio, que intrinsecamente provoca genocídios!

ESTE EVENTO DEPENDE DA PARTICIPAÇÃO, COLABORAÇÃO E APOIO MUTUO . SERÁ FINANCIADO PELOS PARTICIPANTES E POR QUEM APOIAR PELO CAMINHO! Não queremos doações, preferimos participações!

Mais informação em https://www.facebook.com/events/104621006592112/

 

(1) “A Elevada Factura da Fractura Hidráulica” Jornal Mapa: http://www.jornalmapa.pt/2013/12/26/a-elevada-factura-da-fractura-hidraulica/